Nada neste mundo foi inventado por comodidade. Cada objeto, cada rito, cada data tem uma proveniência: escavada, escrita ou cantada. Esta página é o aparato: onde se declara o que sustenta o que se joga.
O aparato completo acompanha o Tractatus. O que segue são as fontes já fixadas.
O Código nos Rios e nas Florestas
Tractatus de Memoria Profunda et Architectura Occulta Gentium Occidentalium
O manuscrito que sustenta este aparato não fala como um livro de regras. Três linhas bastam para o mostrar.
Cada peça do jogo tem um correspondente material. O que se vê na mesa foi desenhado a partir do que existe em vitrina.
O Cromeleque dos Almendres, erguido entre 6000 e 3000 a.C., ancora o Ano Almendres e o Protocolo de Tempo do jogo. Não é decoração de fundo: é a razão pela qual o calendário conta como conta.
Ver o Protocolo de Tempo →
A genética antiga só chegou onde a arqueologia e a história escrita não alcançavam. Íñigo Olalde e a sua equipa sequenciaram ADN de 271 indivíduos antigos da Península e documentaram a ressurgência da ascendência WHG (caçadores-recolectores ocidentais) em populações que a academia dava por assimiladas: linhagens milenares invisíveis até a genética as confirmar.
Olalde et al., "The genomic history of the Iberian Peninsula over the past 8000 years", Science, 2019.
O folclore ibérico entra no jogo sem máscara infantil. O rito de verificação anual do calendário sobrevive, ininterrupto, nas fogueiras pagãs de São João e São Pedro: e é dessa continuidade que o Terror Telúrico se alimenta.